:: Ignis Insanus ::


Um blog de quem vive a vida da melhor maneira possível. Amigos, amigos, sexo, noitadas, bebidas, leituras, Latim e muita diversão. On ne voit bien qu'avec le coeur. L'essentiel est invisible aux yeux.

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:: Segunda-feira, Março 21, 2005 ::

Vida Que Anda:
Durante muito tempo eu pensei em quanto seria difícil ver o casamento do meu primo, mas a vida ta sempre aprontando com a gente. Quem está presente na minha vida fisicamente sabe que recentemente ando ficando com um menino e a gente só não está namorando porque ainda não falamos sobre o assunto. Estou tão bem com ele, quase completamente apaixonado, que nem penso nem me preocupo mais com o fato de meu primo se casar ou não. Quero mais que ele se acerte com a noiva dele e que eles sejam felizes, na medida do possível...

Agora eu me pergunto, o que é essa coisa que cresce cada vez mais dentro de mim (sem trocadilho, por favor...) e faz eu me sentir perdido e encontrado ao mesmo tempo. Feliz e morrendo de medo do que vem pela frente (novamente sem trocadilhos, por favor... Porque se tem uma coisa que eu não tenho medo é do que vem pela frente, mas abafa...)? Essa energia que movimenta minhas atitudes, desejos e, principalmente, princípios?

Não sei responder... Amor? Ainda não... Paixão? É bem possível, mas não tenho certeza... Desejo? Pode ser também... Nas palavras de Clarice Lispector: "Ele sabia o que era o desejo - embora não soubesse que sabia. Era assim: ficava faminto, mas não de comida, era um gosto meio doloroso que subia do baixo-ventre e arrepiava o bico do peito e os braços sem abraço. Tornava-se dramático e viver doía." Definitivamente não sei responder... Se eu descobrir, e isso pode vir nunca a acontecer, eu conto pra vocês...


:: Pivo 12:36 PM # ::
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:: Quinta-feira, Março 10, 2005 ::
Volta:
Depois de um longo período viajando e refletindo sobre a vida resolvi voltar com o blog. Senti muita falta de escrever aqui e principalmente da opinião das pessoas que vem aqui e sabem um pouco da minha vida.

E também pra contar o fim da história com meu primo. O casamento é daqui a duas semanas e assim que acontecer eu posto.

Enquanto isso deixa eu me acostumar novamente com meu antigo hábito...

Beijos...


:: Pivo 5:20 PM # ::
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:: Quarta-feira, Outubro 13, 2004 ::
Rainha do Gado:
Nesses últimos dias eu tive uma notícia que me deixou de certa firma perplexo. O fato é que meu primo vai casar. Isso mesmo, meu primo de Werneck, o mesmo que volta e meia se pega comigo.

Estava eu em casa e eis que chega a minha avó com um mega sorriso no rosto e me diz, esbanjando um ar de felicidade e já pensando na roupa que ela vai mandar fazer, que o meu primo vai casar. Foi como receber um soco no estômago. Todo mundo sempre soube, inclusive eu e meu primo, que o nosso "caso" não teria final feliz, pois a gente não poderia ficar junto. Mas a verdade é que saber que em breve ele vai estar casado não foi nada legal.

Mantive o meu ar blasé diante da notícia, mesmo estando me corroendo por dentro. (Que eco foi esse nessa frase!?) Dei um perdido na minha avó e corri pro meu quarto e fui ligar pra ele. Conversamos, eu dei os parabéns, ele perguntou porque eu o torturava e bla bla bla.... Tudo ia muito bem até ele me cortar o coração dizendo: "Pedro, eu gosto dela, mas é você que eu amo".

O papo durou um bom tempo e pude deixar bem claro que eu desaprovava aquele casamento de todas as formas, mas a escolha não é minha e não posso obrigar ninguém a nada. Já no fim da conversa eis que ele me vira e diz:
- Ela pediu que eu te convidasse pra ser nosso padrinho, mas acredito que você não vai querer...
- Imagina se eu vou fazer uma desfeita dessa. É claro que eu quero ser padrinho de vocês. Sobretudo quero estar em cima daquele altar, olhando nos seus olhos na hora que você for dizer o sim! E eu aos prantos, provavelmente...
- ... ... ... ... ...!!!


Só sei uma coisa, esse casamento vai dar o que falar...

Piada Interna:
Acho que só aqueles que convivem comigo há um pouco mais de tempo vão entender o comentário que vem a seguir.

Em menos de um ano eu consegui:
- Passar pro Bolshoi e não ir, ou seja, deixar de ser a futura Ana Botafogo!
- Desistir de todas as empresas que me cabiam e provavelmente ser preso quando me declarar isento, ou seja, deixar de ser a futura Vera Loyola!
- Perder o meu primo mega pecuarista pra uma baranga também mega pecuarista, ou seja, deixar de ser a futura Rainha do Gado!

Isso tudo em menos de um ano! Alguém consegue ver um futuro promissor pra mim nos próximo, sei lá, 10 anos?

:: Pivo 1:16 AM # ::
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:: Sexta-feira, Outubro 01, 2004 ::
Gongação do Papai:
Todo mundo já foi gongado um dia. Geralmente se é gongado por amigos, por pura zoação; ou então quando se deu aquele basfond (bafão, pros íntimos...). Mas, convenhamos, ser gongado pelo próprio pai não é pra qualquer um não. Pois é, volta e meia meu pai me da uma gongadinha. Teve uma vez, que foi definitivamente a pior de todas, que estávamos no carro. Meu pai me levava pra rodoviária e eu pretendia ir rumo a São Paulo. Quando ele me vira e fala...

- Pedro, toma cuidado. Vê lá, hein, o que você vai aprontar. Você é meio...
- Eu sou meio o quê, pai?
- Ah, você sabe!....
- Não sei não, fala logo. Meio o quê?
- Meio PUTA...


A minha cara foi no chão diante dessa revelação. Se até o meu próprio pai, que definitivamente não sabe absolutamente nada do que acontece na minha vida em termos sexuais, acha que eu sou puta é porque a minha fama me precede. Fiz a cama e nem deitei nela.

Hoje ele me chegou do trabalho todo sorridente com cara de quem tinha tomado umas cervejas com os amigos antes de vir pra casa. Logo pediu que minha mãe colocasse a janta e lá fui eu, como bom filho que sou, fazer companhia ao meu bom pai. Conversa vai, conversa vem e eis que ele me manda...

- Tava com um pessoal do trabalho hoje lá e logo a conversa debandou pra família. Me perguntaram quantas filhas eu tinha. Respondi que tinha duas e meia...

Ele contou isso às gargalhadas. Confesso que ri muito também. A minha mãe ficou com a cara roxa e só relaxou quando ele disse que tava implicando comigo.

Agora diz, quem merece ser gongado pelo próprio pai?...


:: Pivo 9:31 PM # ::
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:: Domingo, Setembro 26, 2004 ::
Dois poemas muito significativos que podem dizer muito sobre o atual momento...

DISSIDENTE #2

A briga contra o Aurélio continua.
"Cunete" é "cunilíngua" só ali.
Em fontes mais precisas sempre li
que o som de "cona" em "cu" se desvirtua.

Cunete é a boca anal ali na rua,
lugar em cuja língua está o gibi,
a ladra, a puta, a bicha, o travesti,
e "adonde" "peladona" é mulher nua.

Desistam, seus Aurélios, pois no chulo
vocês inda têm muito o que aprender!
Ainda fazem fé que cu é "culo"!

(Galuco Mattoso)

DESVIRTUADO

Mulher nenhuma foi, como Justine,
usada e abusada tantas vezes,
por monges, por bandidos, por burgueses...
Quem mais lhe chegou perto foi Pauline.

A "História de O", porém, melhor define
escravas femininas como reses
treinadas a chicote. Esses franceses!
Não há no mundo quem os recrimine!

Tratar mulher a relho é uma delícia
somente comparável ao pudim
de leite condensado, ou à carícia

da língua sobre o pênis. Quanto a mim,
sonhei que, atrás das grades da polícia,
a nata dos ladrões me trata assim...

(Glauco Mattoso)

Então....?



:: Pivo 7:21 PM # ::
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:: Terça-feira, Setembro 21, 2004 ::
Aniversário:
Então que ontem foi o meu aniversário! Pois é, 22 aninhos; quase uma balzaquiana. E como é de praxe a gente começa a fazer uma grande revisão do que foi a nossa vida até então, que momentos marcaram e que decisões fizeram você se tornar aquilo que você é hoje. É nesses momentos que você vê quem realmente teve relevância na sua vida nesse tempo, seja longo ou breve. E é aqui que eu começo a falar um pouco dessas pessoas...

Pra começar, claro, a minha família. Tenho muito que reclamar porque sei que não é tudo as mil maravilhas, mas também sei que a minha família é o meu principal ponto de apoio. Quando a coisa aperta e eu grito, eles são os primeiros a virem socorrer. Sei que se tratando da minha sexualidade eles nunca aceitaram e dificilmente vão aceitar, mas sei que tenho o apoio deles e que posso sempre contar com os mesmos.

Dos meus amigos eu nem sei por onde começar. De certa forma estou comemorando o aniversário desde sexta e os meus amigos se mostraram extremamente significativos na minha vida. Por um momento eu cogitei colocar o nome de todos aqui, mas seria injusto pois eu acabaria esquecendo de alguém. Por isso eu só quero dizer que AMO muito os meus amigos e como disse Vinícius de Moraes: "Se eu perder todos os meus amores eu fico capenga, mas se eu perder todos os meus amigos eu desabo". É mais ou menos assim que eu me sinto. Sem os meus amigos eu definitivamente não seria ninguém. Por isso meus caros, vocês são a essência da minha vida.

E como não poderia deixar de ser, eu tenho que falar do Felipe que é sem dúvida o meu irmão que nasceu em outra família. Meu caro, você mais que ninguém sempre esteve presente na minha vida, seja fisicamente ou mentalmente e sei que sempre posso contar com você. Já cansei de dizer que amo você e pensei em outra forma de dizer isso; Você será sempre o meu primeiro pedaço de bolo! Pronto, disse...

E pra finalizar eu só tenho que agradecer aos meus amigos por tudo que eles representam na minha vida... Beijos e afagos em todos...


:: Pivo 1:54 PM # ::
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:: Domingo, Setembro 12, 2004 ::
Uma Rapsódia em Lágrimas:
A gente sempre acha que tem todo tempo do mundo e que tudo vai dar certo. E quando vê ditados do tipo "Não deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje." geralmente não se dá muito crédito. Pois eu estou sofrendo a amargura do amanhã que não vai mais haver. Há algumas semanas minha primeira professora de piano morreu e ainda não consegui falar sobre o assunto. Essa é a primeira vez que falo, ou melhor que escrevo sobre o assunto.

No campo das artes o primeiro mestre é extremamente fundamental. É ele quem define, e não o aluno, se o mesmo vai seguir adiante ou não. Por isso ter no mínimo um bom professor é essencial. Bom não no sentido de ser um virtuose, mas no sentido de amar a arte acima de tudo. Assim era a minha professora. Ela amava a música mais que tudo e me passou isso. Quem me conhece sabe que se eu ver um piano é quase impossível não sentar nem que seja só pra ver se está afinado.

Ela foi sem dúvida a primeira das pouquíssimas pessoas que conseguiu ver a minha alma. Uma outra característica de quem lida com artes. Depois que voltei dos EUA procurei uma outra professora que me desse condições de ganhar o Concurso Brasileiro de Música. Não me esqueço do olhar de tristeza naquele rostinho enrugado e as lágrimas correndo quando ela falou "Bom, chegou a hora de você voar!".

Entrei no páreo do Concurso e na final eu iria tocar o Concerto n.5 de Beethoven, o dificílimo "Imperador", Concerto que ela também tocara quando jovem. Dei um jeito e consegui que ela assistisse da coxia. E vendo o meu nervosismo antes de entrar ela virou e me disse: "Você tem a obrigação de entrar nesse palco e tocar esse concerto com absoluta perfeição. Talvez eu não veja você tocar isso de novo, então vai lá e toque isso melhor do que eu toquei". Não, eu não toquei com absoluta perfeição. Errei dois acordes no último movimento, o que me fez perder o primeiro lugar. Saí do palco em lágrimas não acreditando que eu tinha tocado todo o concerto n.5 de Beethoven. Quando a vi na coxia ela também estava em lágrimas e me disse tudo que gostaria de ouvir naquela hora: "Foi perfeito!". Eu logo retruquei: "Mas eu errei dois acordes no terceiro movimento". E ela com o olhar mais fofo do mundo: "Aquilo não foi nada diante do que você fez. O que são dois acordes dentro de um concerto enorme. O seu segundo movimento foi a coisa mais linda que já ouvi." Eu fui extremamente elogiado e depois desse dia nunca mais toquei o "Imperador".

Continuei as minha aulas com a minha professora atual e sempre mantive contato com a minha primeira professora. Ela sempre me pedindo para ir na casa dela tocar, que ela estava com saudades de me ouvir e eu sempre arrumando um empecilho. Não que não quisesse tocar pra ela, seria sempre maravilhoso, mas a questão é que eu queria chegar na casa dela e tocar "o" programa. Foi assim com a Polonaise Op.44 de Chopin que eu pensei que quando eu tivesse um programa eu tocaria pra ela, depois foi assim também com o recital só de chorinhos que eu pensei ser bobinho demais pra que já tinha me visto tocar o "Imperador" e quando ela me cobrou pela última vez eu pensei: "Quando o meu programa de Brahms ficar pronto eu vou". Pois é, o programa ainda não ficou pronto porque eu sempre entro com algo novo e eu não fui na casa dela e acabei não tocando nada do que tinha pretendido. Agora ela jaz morta e eu estou com aquele sentimento de impotência de quem esperou tempo demais e foi atropelado pelo tempo. Como se não bastasse isso, desde que soube da morte dela não consegui mais sentar no piano. E nesses dias, não agüentando mais, sentei no piano e toquei pra ela tudo aquilo que eu não toquei enquanto ela estava viva. A Polonaise, os Chorinhos, as Rapsódias e tudo mais; às lágrimas obviamente. Depois de passar o dia inteiro no piano resolvi confiar na minha memória motora e tentar o "Imperador" de novo. Pra minha surpresa, saiu exatamente como há seis anos atrás, inclusive com os dois acordes errados. Minha mãe que não escutava esse concerto há séculos ficou estarrecida. Já me sinto bem mais a vontade e sei que essa sessão valeu pra alguma coisa; acredito piamente que onde quer que ela esteja ela ouviu, não digo a música, mas a minha alma novamente falando com a dela. Além disso valeu pra eu sentir novamente o medo e o prazer de tocar o "Imperador", mesmo sem orquestra é assustador e sei que esse mérito ninguém pode tirá-lo de mim... Agora só daqui há seis anos de novo, ou mais, se eu criar coragem...


:: Pivo 11:19 PM # ::
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:: Sábado, Setembro 04, 2004 ::
Metafísica:
Numa busca fundamental pela reincidência do existencialismo freudiano, olhando sempre no horizonte metafísico do ser, ter-se-ia a variação necessária para o cumprimento do dever habitacional que implica na causa do existencialismo propriamente dito. No que concerne ao cerne do mesmo há ainda uma busca de definição daquilo que poderia se chamar de vida cotidiana, mas sendo sempre impossível se definir o existencialismo cotidiano existencial. Nessa busca originária de uma carência de definição daquilo que seria o próprio existencialismo tentei definir em três palavras a minha própria conclusão daquilo que seria o meu próprio existencialismo cotidiano. A resposta foi estupefante.

Em suma, to tão piranha...


:: Pivo 5:05 PM # ::
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:: Segunda-feira, Agosto 16, 2004 ::
Coisas que Só Acontecem Comigo: (Ai, Andreh...)
Essa história parece mentira, mas é a mais pura verdade e aconteceu comigo ontem. É muito mais indicado que ao ler essa história se imagine um cenário do tipo Indiana Jones ou Crocodillo Dunde. Para aqueles que não participaram dessa época ou têm muito pouca memória criativa podem imaginar algo como Cabocla, mas Crocodillo Dunde é mais indicado.

Era aniversário de 80 anos do meu tio e lá foi a família toda comemorar o aniversário na fazenda dele em Werneck. Eu mesmo estando muito, muito, muito doente também fui. Chegando lá, já com um pouco de febre, cumprimentei a família toda e meu primo me olhava como um cavalo que vê uma égua no cio. Alguém aqui já teve a chance de presenciar uma cena dessas? É sem dúvida uma das cenas mais eróticas do mundo animal. Quando a égua percebe que o garanhão está a altura dela ela estaca no chão e nem Cristo consegue movê-la dali; abre ligeiramente as pernas traseiras e levanta o rabo. O garanhão surra um pouco o chão e parte pra cima da égua com uma fúria fenomenal; sobe na égua e a possui ferozmente. O coito dura menos de um minuto, mas é de uma intensidade incrível. E é exatamente assim que meu primo fica quando eu vou a Werneck estando solteiro.

Esse meu primo é gay, mas o grande problema é que ele não pode ser gay. Quando ele tinha 18 anos, meu tio percebendo o enorme afeto que ele nutria por mim, disse que ele poderia dar e comer quem ele quisesse, desde que ele arrumasse uma mulher, casasse e tivesse filhos homens para dar continuidade ao nome da família e a fazenda dele. Um tipo de mentalidade que se acha que não existe mais, mas que ainda está bastante presente; pelo menos no interior.

Mas voltando a história. Logo que cumprimentei a família a febre subiu consideravelmente, me retirei ao meu quarto para repousar. Peguei no sono e quando acordei vi meu primo sentado numa cadeira ao lado da minha cama me fazendo companhia pra saber como eu estava. Achei muito fofo, mas com a garganta inflamada e o corpo todo dolorido não poderia ser de muita utilidade. A tarde eu já estava bem melhor e fiquei ensandecido, louco para cavalgar. Meu primo selou os cavalos e lá fomos nós pela fazenda. É aqui que a história começa a ganhar uma conotação absurda e parecer com filme do Crocodillo Dundee.

Nós resolvemos atravessar um lago que geralmente, a cavalo, se atravessa pelo meio. Como tava muito, muito frio e eu estava muito, muito, muito doente resolvemos passar por um ponte de madeira que só da pra passar um de cada vez e da medo de atravessar até a pé. Eu fui na frente e quando vi, e ai já era tarde demais, tinha uma cobra enorme no meio do caminho. Meu cavalo empinou e eu, que não tinha força nem pra ficar em pé, fui lançado bonito, muito, muito, muito doente e todo arrumado direto pra dentro do lago. Voltei a superfície quando vi que a cobra, com medo de ser pisoteada pelo cavalo, se lançou de volta pra dentro do lago a dois palmos de distância de mim. Como não tinha como eu fugir dela fiquei esperando ela chegar para não deixar ela se enrolar em mim. A essa altura eu já tinha percebido que era um jibóia. Nenhuma outra cobra dessa região se lançaria pra dentro d'água. Uma cobra venenosa tentaria picar o cavalo.

Nessa hora tudo aconteceu muito rápido. Como eu esperava a cobra veio na minha direção. Eu tentei segurá-la e consegui parcialmente. Eu segurei a cabeça, mas a filha-da-puta se enrolou no meu braço esquerdo. Quando ela começou a apertar pra valer meu primo pulou dentro d'água, já sem bota, sem calça, sem casaco, sem meia (Eu lá, lutando contra o monstro do lago Ness e meu primo tirando toda roupa antes de fazer alguma coisa - ÓTIMO) e cortou a cabeça da bicha com uma faca que ele tirou não sei da onde.

Nadamos até a beirada do lago e quando eu saí se deu o maior choque pra mim. Pior que cair no lago, pior que ter que enfrentar uma cobra enorme que literalmente queria me comer; pior que isso tudo foi ver minha calça, meu tênis e meu casaco lindíssimo da Reebok absolutamente imundos de sangue, da água negra do lago e da lama barrenta da beira do lago.

Pegamos os cavalos e voltamos pra fazenda. O vento muito frio na minha roupa completamente molhada foi ótimo pra minha amidalite. Eu que já estava muito, muito, muito doente fiquei muito, muito, muito, muito, muito mais doente. A cara da minha mãe quando viu a gente entrando; eu todo molhado, sujo de sangue e barro; meu primo todo molhado e segurando o que restou da jibóia foi memorável. Achei que ela fosse ter um treco. Fui direto tomar banho e depois todos os médicos da família quiseram me analisar. Meu tipo ortopedista ficou apertando meu braço pra ver se tava tudo bem, minha tia clínica geral ficou auscultando meu peito e fez um curativo no meu braço onde a faca cortou de leve, meu tio otorrino olhou a minha garganta e minha tia pediatra ficou passando a mão na minha cabeça (Só restou isso pra ela fazer coitada!). Por sorte não tive que tomar nenhum soro antiofídico.

Entre mortos e feridos ainda acho que sai com um certo lucro. 1,65 de couro de cobra (Caralho, a cobra era do meu tamanho!) que assim que forem curtidos hão de ser meus. Só me resta saber se vou fazer um cinto, um par de sapatos ou uma bolsa pra minha irmã que já ta me enchendo o saco com isso.

Dois Comentários Sobre o Meu Estado Enfermo:
Comentário 1: Com seções de bronzeamento artificial há três dias, várias vezes ao dia, de quatro em quatro horas pra ser mais exato, a uma temperatura que varia entre 39 e 41 graus, quero ver quem tem o fígado mais bronzeado que o meu. Quer apostar?

Comentário 2: Não sei se foi pela briga com a cobra ou se foi por ter cavalgado sem poder ou se é da doença mesmo, mas a verdade é que toda dor que eu estou sentido no corpo se concentrou na parte lateral e superior das minhas nádegas. Meu reino pra quem se predispor a fazer uma massagem bonita e forte na minha bunda que está doendo como nunca.


:: Pivo 12:30 AM # ::
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:: Terça-feira, Agosto 10, 2004 ::
BITCH em 3 capítulos:
Cap.1: A Mãe
Sai mais cedo pra levar a minha irmã numa festa a fantasia e tive que fazer um pouco de hora na casa dele. Até ai, nada de mais. Lá estava eu vendo Criança Esperança (por falar nisso, o que foi a Elza Soares cantando O Meu Guri? Arrasou comigo.... To com isso na cabeça há dias já...), sentado no sofá, com a minha regatinha AZUL, tudo na maior tranqüilidade, até a mãe dele me aparecer com um óculos que era T-U-D-O... Depois de muita conversa consegui o óculos emprestado pra noitada. Quando tudo voltava a normalidade ela me aprece com uma regata - dela diga-se de passagem - com vários triângulos de estrass (É assim que se escreve?) no meio da blusa. Adorei a blusa e não perdi tempo em aceitar quando ela sugeriu que eu experimentasse. Ficou escândalo. Em menos de meia hora eu já tinha mudado todo meu visual e ia sair vestido da mãe dele. O melhor foi o comentário dela: "Como eu não saio nunca pelo menos a minha roupa sai." Ri pencax....

Cap.2: Os Amigos
Encontrei tantos amigos que não via há tanto tempo. Principalmente
esse rapaz aqui, a Raquel e um povo muito figura. Mas o grande momento foi encontrar um garoto da faculdade que sempre pousou de hetero e tava lá com o namorado. Encontrei Felicia Carrey e Pedrita que estavam atacadíssimas e desaquendaram logo. Felícia Carrey arrasada porque não pegou ninguém a noite toda... Abafa... Eu e Felícia ficamos preocupados com Gretchen e Leka que tinham marcado conosco, mas não apareceram. Meninas, o que aconteceu?

Cap.3: A Melhor Cantada
Quase fim de festa e eu lá dançando as últimas música já com o pensamento em ir embora. Eis que me chega um indivíduo com a seguinte cantada: "Hoje é dia do Criança Esperança e eu sou uma criança carente. Faça a sua doação. Me dê um beijo!" Ri muito e como o garoto não era feio e sim super pegável, resolvi fazer a minha doação assim que conseguisse parar de rir. Eu sei que a cantada foi podre e a piada amarela (ai, Fernanda...) pior ainda, mas eu adorei. Ri horrorez! A coisa se estendeu mais do que só um simples beijo. Mas abafa...

Em resumo: a festa foi PERFEITA....


:: Pivo 10:55 PM # ::
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:: Sábado, Julho 24, 2004 ::
BA-BA-DO (O Final)

Nos arrumamos e depois de verificar se todas as janelas estavam fechadas fomos rumo a Beach Party II. Chegando lá o fervo já estava solto... Ajeitamos o muco e nos jogamos na pista. Em poucos minutos cada um já tinha arrumado o seu. Ficamos só Eu, Gretchen e Pâmela CDR - que estava morrendo de desnutrição e só falava de comida - só fazendo a fina. Giselly catou um ocó e levou pra casa dela, fazendo jus ao título de "Amélia sim, mas forte e decidida." Leka e Rodin desapareceram entre os carros do estacionamento, abafa!

Eis que, quando estávamos na pista, fervendo pencax, olho pro lado e vejo um piercing com um nariz pregado a ele. Quem me conhece ou lê esse blog há mais tempo sabe que se tiver um estilo meio alternativo, usar piercing, All-star e ainda tiver tatuagem eu gamo. Continuei dançando até olhar pro chão e ver um par de All-Star vermelhos dançando no mesmo corpo que o piercing que tinha um nariz. Pronto, fiz a nervosa e era a minha vez de jogar avanço. Dessa vez era eu que olha o garoto como se ele fosse uma barra de chocolate. Ele obviamente percebeu meu interesse mais que declarado e veio falar comigo. Só que nós estávamos do lado da caixa de som e eu não ouvia nada. Ele me puxou e me levou pra frente do quiosque, começamos a conversar e quando vi as línguas continuavam a se mexer, mas não conversávamos mais. Tava tão frio, mas tão frio que mesmo abraçado com o menino eu não parava de tremer. Ele sugeriu que nós fossemos pruma área mais coberta. Eu aceitei e fomos pro que seria o "darkroom" do quiosque; uma área meio escura e mais coberta atrás do quiosque onde a curra rolava solta. Sentamos num banquinho e eu já começava a sentir calor, quando olho pro lado e vejo Rodin currando um bofe. Fiz a desentendida. E quando ela me viu veio logo me gongando. "A senhora, hein, cara de quietinha, mas só no avanço!!" O menino teve que ir em casa e eu voltei a me encontrar com Gretchen e Pâmela CDR que tinha chegado a um nível de desnutrição perceptível e já estava quase vendendo o corpinho por um pedaço de pão. Fomos embora, mas Rodin ficou esperando Leka que continuava desaparecida. Fomos direto pro Mister Pizza, cada um pediu a sua manjeri e depois percebemos que todos estavam nos olhando um tanto quanto curiosos. Eu e Pâmela CDR estávamos com um adesivo enorme do evento que tinha GLBT em letras garrafais. Ficamos com medo do coió reinar e logo desaquendamos o adesivo. Depois direto prum ciber-café porque afinal nós tínhamos que deixar Giselly com o bofe dela. Depois voltamos pra casa e Gretchen e Leka foram embora. Rodin, nervosa, queria sair de qualquer jeito e convenceu a todos. Nos arrumamos e fomos pra Boate Elixo (na verdade é Elite, mas é um lixo aquilo lá!). Dançamos pencas, mas tava uó aquilo lá. Além de vazia a boate tinha mais goteiras - por toda a pista de dança - que o meu chuveiro quando está ligado. Saímos cedo, demos pinta no ABC de madrugada e fomos pra casa.

Quando o relógio tocou era, infelizmente, hora de vir pra casa. Rodin me acompanhou até a rodoviária e depois de um despedida um tanto quanto triste - afinal depois desse final de semana a separação foi algo dolorosa - peguei o ônibus que me traria de volta.

E, de volta a realidade, não tem como não sentir falta desse final de semana que com certeza me marcou e deixou saudades. SAUDADE DE VOCÊS MENINAS. Assim que der eu apareço ai em Cabof de novo. Beijos a todas...

Fim (temporariamente)


:: Pivo 1:30 PM # ::
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BA-BA-DO (O Final)

Nos arrumamos e depois de verificar se todas as janelas estavam fechadas fomos rumo a Beach Party II. Chegando lá o fervo já estava solto... Ajeitamos o muco e nos jogamos na pista. Em poucos minutos cada um já tinha arrumado o seu. Ficamos só Eu, Gretchen e Pámela CDR ¿ que estava morrendo de desnutrição e só falava de comida ¿ só fazendo a fina. # ::
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:: Terça-feira, Julho 20, 2004 ::
BA-BA-DO (continuação...)
Então vamos de volta ao BABADO do final de semana.

Acordamos todas lindas e loiras e começamos a nos arrumar pra ir pra Beach Party I. Já de início Gretchen fez a mafiosa e deu a elza num short meu. Quando vi ela já tinha desaquendado com meu short. Tudo bem... Eu e Giselly Hieghfy ficamos esperando o marido dela que não apareceu. Depois de esperar horrrrorez ela desistiu e fomos pra praia.

No meio do caminho eu pisei num parafuso. A sorte é que eu estava com a minha sandália plataforma, mas o parafuso era tão grande que atravessou a minha sandália e ainda furou meu pé. Dei um grito que se comenta até hoje em Cabo Frio. Fiquei muito tenso, só imaginando em ter que tomar antitetânica. Fomos numa farmácia bem perto eu limpei bem com água oxigenada e depois coloquei um curativo. Graças a Dada o furo tinha sido bem superficial.

Chegamos no quiosque e o fervo tava solto. Todos dançando, corpos maravilhosos e Gi me olhava nervosa. Afinal ela ainda estava casada. Eu que não sou bobo joguei logo avanço... Quando a coisa tava começando a desenrolar a Gi me olha com olhos de pavor e desespero e diz:
- Gata, desaquenda, olha o temporal que ta armando. A gente deixou a janela aberta. Se cair toda essa água que ta parecendo o Mollin Rouge vai naufragar.
- Então vamos pra casa, gata. Mas tem que ser rápido pq não vai dar tempo.


Fiquei preocupado em deixar aquele monte de homem sem nenhum consolo(sem trocadilho, por favor), mas logo vi que Gretchen e Leka davam conta do recado.

Assim que Eu e Giselly Hieghfy deixamos o quiosque a chuva começou. E lá fomos nós, no nosso modelito Bay Watch, só de sunga e camisa branca, correndo pela praia e depois pelo calçadão. A cena era quase erótica. Giselly com os enormes cabelos ruivos dela, só de sunga, com a blusa transparente e eu também só de sunga, camisa transparente por causa da chuva e os enormes cabelos loiros voando no vento. Me lembro de ter ouvido vários gritos, só não sei se eram urros de desejo ou se eram coió mesmo.

Chegamos a tempo de salvar o Molin Rouge. Descansamos um pouco, jantamos e as outras meninas chegaram. Giselly terminou com o bofe dela. É isso ai querida; Amélia sim, mas forte e decidida. Era hora de começar a se arrumar para Animatrix. Nos arrumamos, todas lindas e secas, pegamos um táxi e fomos pra festa. Eu, Giselly Hieghfy, Gabrielly Rodin, Pâmela Cor-de-Rosa e a fancha Renata.

A festa tava escândalo. Melhor que a Enjoy it. Fervi pencaxxx e comecei a beber vinho de novo. Ou seja, fiquei colocadíssimo de novo. Subi no queijo várias vezes, inclusive pra dançar Toxic. Eis que, quando eu tava fazendo a fina na pista, um ocó tudo de bom me olhava como se eu fosse uma barra de chocolate. Olhei pra Pâmela CDR e perguntei: "Inhaí, que quê eu faço?", e Pâmela sapientíssima: "To ogra do meu edi! Joga avanço... O bofe é babado..." Continuei fazendo a fina até que ele chegou. Não vou contar com detalhes para não chocar certos burgueses, só digo que sim, nós ficamos, e o homem era sim, um escândalo. Gretchen, Leka e Rodin ficaram pretéritas com tudo que viram... Mas ele logo teve que ir embora e eu fiquei na pista de novo. Continuei dançando pencax até que fui no banheiro e quando tava na fila um outro bofe babado cheg... ... ... ...!!!

No fim da festa Eu e Rodin percebemos que fomos deixadas pra trás por Giselly, Pâmela e pela fancha Renata. Ficamos um pouco mais na festa e vimos um cara tendo uma overdose. Uó, triste de ver. O homem parecia que tava sendo possuído por um exú da pesada. E ali, naquele momento, diante de toda aquela cena, Pietra Ivana e Gabrielly Rodin descobriram o poder de morfar. Algo que rende boas gargalhadas só de se pensar...

Chegamos em casa exaustos, mas bem felizes. Dormimos pencax e acordo no dia seguinte com Rodin me cutucando e falando: "Pietra, acorda gata, vamos pra praia ferver na Beach Party II.". Pronto, não me deixaram mais dormir.

Continua...

:: Pivo 2:56 PM # ::
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:: Quinta-feira, Julho 15, 2004 ::
BA-BA-DO:
Antes de começar a contar o babado do final de semana em Cabo Frio queria pedir desculpa pelo meu sumiço. Final de período na UFRJ, ou seja, milhões de provas e trabalhos e eu tive que escolher entre comer e dormir, mas acabei deixando de fazer ambos. Agora vou voltar a postar com mais freqüência.

Então vamos ao final de semana em Cabo Frio.

Combinei com Gretchen que chegaria na sexta à tarde. Quando cheguei lá, estava Ela e Alessandro me esperando. Ficamos um tempo na rodoviária e depois Alessandro me levou para minha morada em Cabo Frio - o QG do Molin Rouge. Logo depois chegou a generalíssima Giselly Heighfy, fizemos a fina e ficamos de papo falando de ocós.

Uma breve explicação: Sim, eu voltei quase perito em yorubá. E como não poderia deixar de ser, tive que ser batizado para entrar pra comunidade. Fui agraciado com o nome de Pietra Ivana, ou seja, se vocês entrarem num dos blogs linkados e virem uma Pietra Ivana lá podem ficar tranqüilos que sou eu sim.

Mas de volta ao fim de semana. Na sexta a tarde fomos a uma palestra interessantíssima sobre travestismo, fiquei sabendo de vários meios de proteção pessoal contra homofobia que não fazia idéia da existência e ainda aprendi a COLOCAR CAMISINHA COM A BOCA. Meninas, morram de inveja, já testei e foi perfeito...

Há noite houve uma concentração no Molin Rouge; Eu, Leka Aguilhera, Gretchen, Giselly Heighfy, Adilene Sampayo e Walkiriah Latoya. Fomos todos pra festa Enjoy it, mas antes paramos num barzinho e começamos a tomar vinho. Todos sabem que eu não bebo, então adivinha o que aconteceu? - Cheguei na festa colocadíssimo!!! Já na festa encontramos Gabrielly Rodin, que se tornou um grande amigo - Lindo, saudade de você!! -, Felícia Carrey, Junetty Spears e Marlene. Fiz a fina a noite toda, dancei pencas, mas não peguei ninguém. Fiquei muito tenso quando um ocó louco queria me levar pra casa, mas Gretchen tava lá pra me salvar porque ela é fina e cheia de contatos; competição acirrada com Maria Clara Diniz. Voltamos pra casa de ônibus zoando horrorezzz. Despencamos nas camas e só acordamos na hora de ir pra Beach Party I que eu só vou contar no próximo post...

Continua....


:: Pivo 2:52 PM # ::
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:: Terça-feira, Junho 22, 2004 ::
Será?
Como eu disse nem tudo é gliter, mas ainda há muita porpurina a ser jogada. A carta abaixo não muda muita coisa, nem vai alterar as nossas vidas de alguma forma, mas prova que alguma coisa está mudando na metalidade das pessoas e acho que ainda tem muito que mudar. Tudo ao seu tempo... De certa forma me sinto privilegiado de poder viver essas mínimas mudanças; é como se eu de fato sentisse que faço parte do mundo. Por isso, Parada Gay do Rio no domingo e eu estarei lá, firme e forte! (É impressão minha ou esse blog está se tornando um tanto quanto político?)

Carta do Presidente à Parada de Brasilia


Prezados companheiros e companheiras,

Fico honrado e agradecido pela gentileza do convite para participar da VII Parada do Orgulho Homossexual de Brasília, à qual infelizmente não poderei comparecer em razão de compromissos anteriormente assumidos. Entretanto, é com satisfação que como morador de Brasília, mesmo à distância, dirijo-me aos senhores e senhoras para cumprimentá-los pelo tema "Brasil: Respeite a Diversidade Sexual" e desejar-lhe grande êxito em sua luta. A sociedade brasileira tem se sensibilizado com a luta pela visibilidade da diversidade sexual. Como diz Milton Nascimento: ¿Qualquer maneira de amor vale a pena. Qualquer maneira de amor vale amar¿.

A importância das paradas, que vem se espalhando pelo país e pelo mundo, é exatamente dar visibilidade aos homossexuais, bissexuais e transgêneros, que por muitos séculos não puderam se expor, muito menos reivindicar seus direitos como qualquer outro cidadão. A magnitude da manifestação ocorrida na semana passada em São Paulo é prova disso. Em resposta a essa sensibilização, o governo federal vem atuando enfaticamente em algumas frentes de apoio a essa luta. A Secretaria de Direitos Humanos lançou no mês passado o programa "Brasil sem Homofobia", o Ministério da Educação vem trabalhando no sentido de tratar desta questão dentro das escolas, além, é claro, da dedicação do Ministério da Saúde que, desde muitos anos, se dedica a apoiar a saúde desse grupo social, especialmente na luta contra Aids e as DST´s.

Portanto, estamos testemunhando mudanças há muito tempo reclamadas pela sociedade brasileira. Se por um lado vimos mantendo rígido controle do processo inflacionário, por outro temos tomado medidas que visam à retomada do desenvolvimento com foco nos estratos mais carentes da Nação.

Muito sucesso a todos e todas e grandes realizações.

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente do Brasil


:: Pivo 1:49 AM # ::
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